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CURSO DE ENFERMAGEM - 7º
SEMESTRE
SUPERVISIONADO I
SUELY SIMÕES PIMENTA BASTOS
ESTUDO DE CASO:
PACIENTE PORTADOR DE HANSENÍASE
Estudo de caso elaborado para obtenção de nota parcial da disciplina do supervisionado I, do curso de graduação de Enfermagem da Faculdade de Juazeiro do Norte.
JUAZEIRO DO NORTE
2011
INTRODUÇÃO
Segundo Galdeano et al (2003, p.372), o estudo de caso pode ser definido como uma exploração de um sistema delimitado ou de um caso, obtido por meio de uma detalhada coleta de dados, envolvendo múltiplas fontes de informações.
Este estudo de caso é considerado informal, pois foi aplicado na prática clinica com objetivo de analisar e/ou descrever uma situação singular, identificando problemas em um campo especifico, observando mudanças e explorando causas. Neste estudo, foi realizada uma abordagem mais específica sobre Hanseníase visto que é uma doença infecciosa de grande impacto para o portador e sociedade, que emerge dúvidas em relação às formas de transmissões e tratamento.
Souza Araújo
O médico paranaense Heráclides César de Souza Araújo, que em 1927 fundou o Laboratório de Leprologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Pioneiro no estudo da hanseníase no Brasil, foi especialista em hanseníase clínica e experimental e desempenhou papel central na luta contra a doença no país, sendo responsável pela organização de um plano nacional de erradicação da hanseníase em 1933. Autor de dois compêndios que se tornaram clássicos no estudo da história da doença – A história da lepra no Brasil e A lepra em 40 países –, Souza Araújo foi presidente da Intenational Leprosy Association de 1932 a 1953 e atuou como perito em hanseníase da Organização Mundial da Saúde (OMS) entre 1957 e 1962.
Ao mesmo tempo em que atendia pacientes no então Hospital de Manguinhos, Souza Araújo dedicava-se à pesquisa científica e realizou numerosas tentativas para cultivar Mycobacterium leprae em laboratório com o objetivo de reproduzir a doença em camundongos, macacos e hamsters. Este desafio constitui ainda hoje um empecilho para pesquisas sobre hanseníase: não há cultura in vitro do parasito, que apenas se desenvolve no sistema nervoso periférico humano. Também não existe modelo experimental animal que reflita fielmente a infecção no homem.
Como pesquisador do IOC, publicou cerca de 210 trabalhos científicos e chefiou o Laboratório de Leprologia entre 1927 e 1956, época em que também atuou como editor da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. Foi chefe da Seção de Bacteriologia e da Divisão de Microbiologia e Imunologia do IOC entre 1946 e 1956 e catedrático de leprologia da Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro. Faleceu no Rio de Janeiro em 1962.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae e pode ser paucibacilar (PB) – quando o paciente apresenta de uma a cinco manchas pelo corpo – ou multibacilar (MB) – quando são encontradas mais de cinco manchas. Quando são paucibacilares, os pacientes não transmitem a doença. Os multibacilares sem tratamento, porém, podem transmitir o bacilo através das secreções nasais ou saliva. Pacientes em tratamento regular e pessoas que já receberam alta não transmitem a doença. O período de incubação, da infecção à manifestação da doença, tem duração média de três anos e a evolução do quadro clínico depende do sistema imunológico do paciente. Por essa característica, a hanseníase é mais comum em populações de baixa renda, desprovidas de alimentação e condições de saneamento básico adequadas.
Casos no Brasil e no mundo
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2007 a hanseníase registrava aproximadamente 225 mil casos em todo o mundo, sobretudo em países da África, Ásia e América Latina, que concentram 75% das ocorrências. Ainda de acordo com a OMS, apesar de muitas regiões terem conquistado a eliminação da doença, bolsões de alta endemicidade ainda persistem em países como Brasil, Angola, República da África Central, República Democrática do Congo, Índia, Madagascar, Moçambique, Nepal e Tanzânia.
Dados da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde informam que, em 2006, aproximadamente 40 mil novos casos foram registrados no país, o que corresponde à incidência de 1,41 novos casos por 100 mil habitantes – para a OMS, a doença é considerada erradicada quando a taxa de prevalência é inferior a 1 caso por 10 mil habitantes. No mesmo ano, o Estado do Rio de Janeiro registrou 2446 novos casos, sendo 713 ocorrências no município. Neste ano, 161 casos foram diagnosticados pelo Ambulatório Souza Araújo.
Hanseníase
A hanseníase é uma doença granulomatosa crônica milenar, de evolução lenta, causada pelo Mycobacterium leprae, considerado um parasita intracelular obrigatório (OPROMOLLA, 2000). Este apresenta afinidade por células cutâneas e dos nervos periféricos, permanecendo viável até 36 horas no meio ambiente. Seu período de incubação é de 2 a 7 anos, embora haja registro de casos com período de até dez anos. A transmissibilidade se mantém enquanto houver bacilos viáveis ou doentes bacilíferos (CRISTOFOLINI L.1985; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002).
A transmissão acontece no contato íntimo e prolongado com o doente, através das vias aéreas (respiração, espirro, tosse, fala); Pode, também, ser transmitida através do contato com feridas abertas do doente. Os principais sintomas são manchas esbranquiçadas e avermelhadas em qualquer parte do corpo, com formigamento, diminuição e/ou perda da sensação de calor; Engrossamento e dor nos nervos dos braços, pernas e pés; Dormência e enfraquecimento das mãos e dos pés; Caroços e inchaços no rosto e nas orelhas.
A hanseníase é classificada em dois grandes grupos:
ü PAUCIBACILARES (PB) - Com até 05 lesões de pele e Normalmente não são contagiantes;
ü MULTIBACILARES (MB) - Com mais de 5 lesões de pele e são contagiantes.
Descobre-se a hanseníase através de Exame Clínico, baseado na definição do caso; Baciloscopia; Histopatologia. Existe também o teste de sensibilidade cutânea.
A prevenção é realizada através do Exame de todas as pessoas que convivem ou que conviveram com o doente nos últimos 05 anos; Tratando todos os pacientes e descobrindo e notificando casos novos;
Tratamento
É indispensável ao paciente para que possa curar-se, fechando a fonte de infecção e interrompendo a transmissão da doença, sendo então estratégico no controle da endemia e para a eliminação da hanseníase.
A administração de drogas associadas (Poliquimioterapia - PQT) é recomendada para o tratamento da Hanseníase, dos quais: Rifampicina, Clofazinina e Dapsona.
Regimes da Poliquimioterapia (PQT)

Cada blister contém tratamento para 04 semanas (1 mês).
Tratamento PB Adulto:
Supervisionado: (na unidade de saúde)
Mensal, no dia da consulta:
• 02 Cápsulas de Rifampicina (300 mg x 2)
• 01 Comprimido de Dapsona (100 mg)
Auto-administrado: (em casa)
Diário:
• 01 Comprimido de Dapsona (100 mg)
Ciclo completo de tratamento:
06 blisters.
Regimes da PQT

Tratamento MB adulto:
Supervisionado: (na unidade de saúde)
Mensal, no dia da consulta:
• 02 Cápsulas de Rifampicina (300 mg x 2)
• 03 Cápsulas de Clofazimina (100 mg x 3)
• 01 Comprimido de Dapsona (100 mg)
Auto-administrado: (em casa)
Diário:
• 01 Comprimido de Dapsona (100 mg)
• 01 Cápsula de Clofazimina (50 mg), diariamente ou 100mg em dias alternados.
Ciclo completo de tratamento
12 blisters.
É CRUCIAL que os doentes compreendam que alguns medicamentos devem se tomados mensalmente e outros diariamente.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA O DOENTE:
• O paciente será curado da hanseníase se tomar os medicamentos do blister da cartela conforme a indicação.
• Pode levar uma vida normal. Pode viver em sua casa, estudar, trabalhar, divertir-se, casar, ter bebês e participar de eventos sociais.
• Deverá completar o ciclo de tratamento: 6 cartelas ou blisters para doentes PB e 12 cartelas ou blisters para doentes MB.
• Os medicamentos interrompem a transmissão da doença.
A participação dos ACS é muito importante e somente o esforço de todos pode eliminar a hanseníase da comunidade.
Objetivo
ü Descrever Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) aplicada ao caso, proporcionando uma vivência dos alunos na prática deste processo em uma Unidade Básica de Saúde.
Objetivos específicos
ü Desenvolver a SAE em um paciente portador de Hanseníase;
ü Descrever o sujeito do estudo.
METODOLOGIA
Este estudo foi realizado com um paciente portador de Hanseníase, cliente\usuário da Unidade Básica de Saúde Frei Jeremias - UPA da cidade de Juazeiro do Norte, Ceará, durante o estágio da disciplina do Supervisionado I, pelos alunos de enfermagem da FJN. Para coleta de dados, foram utilizados o prontuário do paciente e um roteiro adaptado de CARPENITO, 2007, no qual a continham perguntas referentes aos seguintes padrões:
· Padrão de manutenção-percepção de saúde
· Padrão de atividade-exercício
· Padrão nutricional metabólico
· Padrão eliminatório
· Padrão de sono-repouso
· Padrão perceptivo-cognitivo
· Padrões de estratégias de enfrentamento-tolerância ao estresse
· Autopercepção/autoconceito
· Padrão de papel-relacionamento
· Padrão de valor-crença
No exame físico foram coletados os dados referentes aos seguintes sistemas:
· Sistema respiratório/circulatório
· Sistema metabólico-tegumentar
· Sistema neurossensorial
· Sistema músculo-esquelético
Como a paciente não compareceu á consulta na unidade, os alunos foram até seu domicílio, com seu consentimento, para obter informações subjetivas.
APRESENTAÇÃO DO ESTUDO DE CASO
SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM – SAE
F.S. sexo masculino, 56 anos, casado, católico, motorista, procedente de Juazeiro do Norte, hipertenso, tabagista, diabético, compareceu a UBS em 17\05\11 para consulta de rotina e recebimento da medicação para HAS\DM; queixando-se que há três dias apareceu lesão no pé esquerdo na região do maléolo, observou-se que a área da lesão estava hiperemiada e edemaciada, relatou desconhecer como apareceu a lesão; fez uso por conta própria do medicamento Meraciclina de 8\8h;
Sobre o exame físico: PA 140X80; Peso 85 kg; HGT 143 mg\dl;
Faz uso dos medicamentos: Glibenclamida 5mg\90 comp. 3x\dia; Captopril 25mg 60 comp. 2x ao dia; Carmabazepina 200mg\60 comp. 2à noite.
20\07\11
Entregue medicamento para HAS\DM: Glibenclamida 5mg\90 comp. 3x\dia; Captopril 25mg 60 comp. 2x ao dia pela ACS não informou queixas.
02\08\11
Encaminhado pelo Centro de Dermatológico após biopsia e diagnosticado presença abundante de BAAR, sendo classificado como portador de Hanseníase, onde recebeu a 1ª dose supervisionada de Poliquimioterapia (PQT) Multibacilar (MB); persistia lesão no pé esquerdo na região do maléolo.
Sobre exame físico: PA 140X80; Peso 82.200kg;
Conduta do Medica:
Prescrição de Rifampicina 300mg, 02 cápsulas, 03 cápsulas de Clofazimina 100mg e 01 cápsula de Dapsona 100mg.
(Dados acima, colhidos no prontuário do paciente).
30\08\11 – Consulta de Enfermagem
2ª Dose do tratamento de quimioterapia multibacilar, administrada a dose supervisionada; recebeu medicação para HAS\DM: Glibenclamida 5mg\90 comp. 3x\dia; Captopril 25mg 60 comp. 2x ao dia.
Sobre exame físico: PA 120X80 Peso 84kg.
27\09\11 –1ª Consulta realizada pelos estagiários do curso de enfermagem:
Paciente evolui em EGR, apresenta nódulos erimatosos pelo corpo, placas Eritematosas\Descamativas nos MMSS, MMII, rosto, pescoço e tronco, persiste a lesão no pé esquerdo na região do maléolo, dificuldade para andar, apresenta hiperemia nos MMII; relata náuseas, dores, perda de sensibilidade no pé, insônia e indisposição; foi administrada a 3ª dose PQT MB supervisionada e encaminhado para consulta medica.
26\10\11 - 2ª Consulta realizada pelos estagiários do curso de enfermagem:
Paciente evolui satisfatoriamente para as manchas Eritematosas\Descamativas no corpo, notou-se o desaparecimento parcial da lesão no pé esquerdo na região do maléolo, porém, local apresenta integridade da pele prejudicada (Pele desidratada); diminuição do edema nos MMII, estado de bem estar alterado (tristeza, inconformidade); paciente relata dor no pé e falta de sensibilidade; foi administrada a 4ª dose PQT MB supervisionada e lhes foi entregue a 4ª cartela para a alto-administração (em casa), alem dos medicamentos para HAS\DM.
08\11\11 – Visita domiciliar realizada pelos estagiários:
Evolução de enfermagem
O paciente desse estudo evoluiu durante esses quatro meses com melhora nas lesões na pele. Permanecendo assim, os diagnósticos de risco para trauma de pele e mucosa, percepção sensorial tátil perturbada, mobilidade física prejudicada O diagnóstico risco para trauma neural também permanecia, pois não podíamos afirmar que houve lesão neural devido a continuidade do estado reacional, porém com melhora do quadro, apresentando diminuição de edema, ausência de nódulos, pele com melhora de hidratação e turgor, porém, havia ainda a presença de manchas. O paciente deambulava com dor e demonstrava-se mais calmo em relação ao seu estado de saúde, o que indicava o alcance dos objetivos e até de metas planejados para os diagnósticos de dor aguda e ansiedade. Continuava fazendo uso de Rifampicina 300mg, 02 cápsulas, 03 cápsulas de Clofazimina 100mg e 01 cápsula de Dapsona 100mg. Na 5ª cartela\dose de PQT multibacilar com solicitação de baciloscopia, para controle, a fim de determinar se o tratamento permanecerá até completar 24 doses.
DIAGNÓSTICOS E INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
Ø Diagnósticos Específicos identificados em F.S:
· Integridade da pele prejudicada;
· Mobilidade física prejudicada
· Andar prejudicado
· Risco para lesão
· Ansiedade
· Déficit no autocuidado
· Proteção ineficaz
· Distúrbio da imagem corporal
· Dor
Ø Diagnósticos de enfermagem:
Direcionamos nossa atenção nos diagnósticos mais significativos apresentado pelo paciente em estudo.
· 1- Integridade da pele prejudicada
ü Fator relacionado: imobilização física, idades extremas, medicações, estado metabólico alterado, proeminências esqueléticas, déficit imunológico, sensibilidade alterada, estado nutricional, pigmentação alterada, circulação alterada, alterações no turgor.
ü Caracterizado por: invasão de estruturas do corpo, destruição de camadas da pele (derme), rompimento da superfície da pele (epiderme).
ü Intervenções de Enfermagem:
§ Retirar o curativo anterior.
§ Depilar a área perilesional, S/N.
§ Fazer limpeza da pele com SF 0,9%
§ Remover parcialmente tecido desvitalizado (tecido necrosado, crostas, excesso de fibrina...).
§ Fazer curativo
§ Manter úlceras ocluídas.
§ Fazer anotação do aspecto da lesão/pele e/ou área perilesional a cada troca de curativo.
· 2- Mobilidade física prejudicada
ü Fator relacionado: medicamentos, restrição de movimento prescrita, desconforto, dor.
ü Caracterizado por: instabilidade postural, capacidade limitada para desempenhar atividades motoras grossas, finas, mudança na marcha.
ü Intervenções de Enfermagem:
§ Administrar analgésico cpm.
§ 12.2 Incentivar a realizar movimentação ativa no leito.
§ 12.3 Providenciar avaliação do fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional.
· 3- Ansiedade
ü Relacionada a: piora de seu estado de saúde secundário ao estado reacional da doença.
ü Caracterizada por: relato de estar ansioso pelo seu estado de saúde.
ü Intervenções de Enfermagem:
§ Escutar atentamente as expressões verbais dos sentimentos do paciente;
§ Determinar nível de conhecimento do paciente acerca de sua situação;
§ Orientar o paciente quanto o seu estado de saúde, esclarecendo sobre a reação reversa da doença;
§ Dar explicações claras e concisas sobre o tratamento realizado.
· 4- Proteção ineficaz
ü Fator relacionado: perfis sangüíneos anormais, nutrição inadequada, extremos de idade, medicamentos, distúrbios imunológicos.
ü Caracterizado por: prejuízo na cicatrização, deficiência na imunidade, fraqueza, prurido, imobilidade.
ü Intervenções de Enfermagem:
§ Acompanhar resultados de exames bioquímicos.
§ Solicitar avaliação nutricional e introdução de suplementos alimentares.
§ Orientar a mudança de decúbito, massagem de conforto.
· 5- Risco para infecção
ü Fatores de risco: exposição ambiente hospitalar aumentada, doença crônica, defesas primárias inadequadas, defesas secundárias inadequadas, imunossupressão, imunidade adquirida inadequada, procedimentos invasivos, alteração nutricional.
ü Intervenções de Enfermagem:
§ Orientar a importância da higienização do corpo, boca, mãos.
§ Trocar luvas, lavar as mãos antes de prestar cuidados ao paciente;
§ Orientar sobre a sua doença;
§ Orientar sobre a medicação;
§ Controlar SSVV 1x período e S/N;
§ Observar e anotar sinais de rubor, calor, edema, dor;
§ Não retirar curativos no banheiro;
§ Proteger os curativos com tecido impermeável antes o banho
Demonstração do Planejamento de Enfermagem
Déficit no autocuidado | Diagnósticos | Metas e objetivos | Intervenções |
Proteção | Risco p\ Trauma Neural | META: Evitar lesão neural. OBJETIVOS: O paciente deverá manter-se em repouso até fim do quadro de Eritema Nodoso Hansênico (ENH). | * Orientar a importância de manter-se em repouso durante a consulta; * Orientar manter membros imobilizados; * Orientar a importância de seguir a prescrição correta dos medicamentos. * Administrar a medicação para o tratamento da hanseníase, conforme prescrito, durante a consulta. |
Proteção | Risco p\Trauma de Pele e Mucosas | META: Evitar lesão OBJETIVOS: O paciente deverá reconhecer os fatores de risco para lesão ao final da consulta; O paciente deverá implementar as estratégias para evitar lesão até o retorno; O paciente deverá desenvolver e implementar uma rotina diária de inspeção e cuidados com a pele até o retorno. | Orientar sobre a necessidade de/durante a consulta: * Manter higiene pessoal adequada; * Bater levemente, em vez de esfregar a pele quando ao secar após o banho; * Usar sabonete neutro durante o banho; * Evitar exposição prolongada ao vento, frio, água e sol; * Inspecionar a pele regularmente; * Identificar a presença de vermelhidão, bolhas, dor, calor; * Hidratar e massagear a pele diariamente; * Banhar os pés em água morna uma vez ao dia; * Examinar e limpar os olhos cuidadosamente com água corrente diariamente. Orientar quanto às práticas de Segurança durante a consulta, tais como: * Não andar descalço; * Examinar os sapatos diariamente, principalmente a parte interna, para verificar se existem saliências ou pregas que possam causar ferimentos; * Utilizar sapatos confortáveis, de preferência um número maior que o correto; * Usar meias grossas ou duas meias macias sem remendos; * Utilizar equipamentos de proteção individual durante o trabalho |
Conforto | Dor aguda | META: Alivio da dor. OBJETIVOS: O paciente deverá expressar alívio da dor na próxima consulta; O paciente deverá relatar o uso correto da medicação para alívio da dor. | * Orientar quanto à importância de seguir corretamente a prescrição da medicação para o alívio da dor durante a consulta; * Explicar a causa da dor; * Esclarecer as dúvidas em relação à dor. |
Conforto | Ansiedade | META: Diminuir a ansiedade OBJETIVOS: O paciente deverá relatar estar menos preocupado durante o tratamento do eritema nodoso hansênico; O paciente deverá lidar com a situação clínica atual sem demonstrar sinais graves de ansiedade | * Escutar atentamente as expressões verbais dos sentimentos do paciente; * Determinar nível de conhecimento do paciente acerca de sua situação; * Orientar o paciente quanto o seu estado de saúde, esclarecendo sobre a reação reversa da doença; * Dar explicações claras e concisas sobre o tratamento realizado |
Conclusões
A realização da sistematização da assistência de enfermagem (SAE) em um paciente portador de hanseníase permitiu concluir que, mesmo sendo esta uma doença crônica, de longo tratamento, que pode provocar reações reversas eventuais aos seus pacientes, existe como planejar uma assistência eficaz, de caráter individual e contínuo que permite aumentar a qualidade de vida do portador dessa doença.
A identificação dos principais diagnósticos de enfermagem nesse paciente em estudo foi importante para o planejamento da assistência de enfermagem, que envolve a elaboração de metas, objetivos e prescrições de enfermagem e consequentemente facilitar a avaliação da assistência, pelo fato de proporcionar uma linguagem uniformizada e maior segurança ao profissional por meio de uma assistência direcionada.
As prescrições de enfermagem foram na maioria baseadas em ações de apoio e educação, o que nos montra a coerência na decisão pela Teoria do Autocuidado para nortear o processo de enfermagem em portadores de hanseníase aos quais necessitam de orientação, principalmente pelas incapacidades que a doença produz.
Em conclusão, esse estudo de caso nos instruiu não só do que é Hanseníase, mas sim, do que é ser um portador dessa doença. De ter o direito de ser humano e conviver em harmonia com outros seres humanos. Todas nós da equipe fomos postos a prova, a respeito dos nossos preconceitos e opiniões.
Passar da teoria à prática é sempre difícil e implica na consciência de que os caminhos a serem percorridos demandam esforços não só financeiros, mas principalmente humanos e que os resultados nem sempre são imediatos, entretanto estudos de caso como esse nos motiva a ter forças de realizar um bom trabalho humano e digno. Os estudos de casos clínicos realizados por estudantes são de grande valia para o aprendizado profissional, pois mostra como se comportar e de como realizar uma conduta que possa ser benéfica para o paciente. Além de o estudo fazer com que se tenha uma noção de como as idéias devem ser organizadas, e de aprofundar o conhecimento a cerca de determinadas patologias.
Apesar da limitação de ações em nosso breve período de estagio, nos foi de grande importância à experiência pratica em uma unidade de saúde. Alem de ressaltar a importantíssima assistência da nossa preceptora que não só guiou-nos como nos tirou inúmeras duvidas a cerca de vários procedimentos de assistência em enfermagem. Queríamos aqui registrar os nossos agradecimentos a Dra. Cícera Vieira pela valiosa ajuda a nós prestada.
REFERÊNCIAS:
- Carpenito Moyet, Lynda Juall, Manual de Diagnóstico de Enfermagem, 11 ed.- Porto Alegre: Artmed, 2008.
- Galdeano et al (2003, p.372);
- Opromolla DVA, ed. Noções de Hansenologia. Bauru: 1 Centro de Estudos Dr. Reynaldo Quagliato; 2000.
- Cristofolini L. Assistência de enfermagem na hanseníase. 2 Salusvita 1985; 4(1): 1-9.
- Ministério da Saúde (BR). Plano de eliminação da hansení3 ase no Brasil. Brasília(DF); 2002.
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